Entrevista de Dulce María para a “Contigo!”

Pode não parecer, mas já faz quase 10 anos que o fenômeno RBD chegou ao fim. Dulce María, 31 anos, viu sua vida virar de cabeça para baixo quando, graças à novela Rebelde e ao grupo, ganhou uma legião de fãs ao redor do mundo. No Brasil, porém, a paixão é ainda maior.

Os fãs são maravilhosos. O brasileiro é muito impulsivo, carinhoso comigo. Mesmo que o tempo passe, isso nunca muda. Sempre que eu venho, eles demonstram todo esse amor”, conta a cantora em entrevista exclusiva à CONTIGO!.

“Todas as relações são como cuidar de uma planta, precisam de dedicação. Desde que o RBD terminou, eu acho que eu vim ao Brasil umas oito vezes. Sempre mantivemos esse contato e isso é o que faz que os fãs continuem me apoiando. Se eu não tivesse voltado depois de 10 anos, esse carinho teria diluído, mas eu fiz questão de manter”, completou.

Produto nacional
Dulce esteve no Brasil durante pouco mais de uma semana no início de abril para os shows de divulgação de seu novo álbum, DM, lançado em março. O ritmo de trabalho frenético, que incluiu apresentações no Rio, São Paulo e Porto Alegre, e participações em programas como o Altas Horas (Globo), acabou afetando a imunidade da cantora. Gripada, precisou adiar alguns compromissos, mas tudo não passou de um pequeno susto. No dia seguinte, lá estava Dulce se deliciando com iguarias locais. “Amo pão de queijo, guaraná, açaí, os chocolates… Adoro a picanha e caipirinha, claro!”, confessa. Quando o assunto é música brasileira, a cantora também mostra intimidade. “Conheço e gosto muito de Luan Santana e Anitta. Adorei aquele funk da onda, sabe?”, diz ela, referindo-se ao hit do Carnaval, Deu Onda, do MC G15, 19.
Disco pop
O novo álbum de Dulce, DM, foi lançado três anos depois de seu antecessor, Sin Fronteras, e mostra um lado mais maduro da cantora. “Os produtores fizeram uma grande diferença. Foi a primeira vez que estive com eles, é um trabalho mais atual, conta com diferentes instrumentos como o banjo, por exemplo. As letras são fortes, passam uma mensagem de poder e independência. Acho que é um disco mais pop, tem menos mistura de outros estilos”, explica.
Sem medo do passado
É claro que o histórico com o RBD não poderia ficar de fora do papo. O grupo, somente entre 2004 e 2008, vendeu 20 milhões de discos pelo mundo, emplacou sucessos nas paradas mundiais e lotou estádios como o Maracanã, no Rio, e Madison Square Garden, em Nova York. “O RBD é uma parte muito importante da minha carreira. É normal que as pessoas se lembrem com carinho”, fala. Quando criança, Dulce recorda que seguia a mesma rotina todos os dias. “Eu achava que o normal da vida era ir à escola e depois gravar. Com o tempo passando, me dei conta que perdi algumas coisas, experiências tradicionais do colégio, férias, festas… Tive muitos compromissos desde muito nova”, conta. Entretanto, Dulce não se arrepende de nada e acredita que graças à essa experiência, hoje pode considerar-se independente. “Além disso, ainda tenho todo esse carinho dos fãs. Eles me contam suas histórias e dizem que eu e minha música somos parte da história deles”, emociona-se. Apesar de todo o carinho pelo antigo grupo, a cantora descarta qualquer chance de uma volta. “Me incomoda que as pessoas perguntem se vamos nos reencontrar porque todos já dissemos que isso não vai acontecer, pelo menos não em um futuro próximo”, garante.
O sonho de ser mãe
Na vida pessoal, tudo vai se encaixando aos poucos, sem pressa, como Dulce mesmo gosta de dizer. Em um relacionamento com o diretor e produtor mexicano Paco Álvarez, 41, ela afirma que adoraria construir uma família.“Tenho esse sonho de casar, ter filhos… Mas não agora. Só mais pra frente! Estou em um bom momento da carreira, me sinto agradecida por tudo que está acontecendo”, finaliza a estrela.
Créditos: Revista Contigo!

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