“Já tenho fãs com filhos”, diz Dulce María sobre renovação de público

Depois de lançar seu mais recente trabalho, o álbum DM, Dulce Maria está de volta ao Brasil, “sua segunda casa” – conforme ela mesma diz! –, para a turnê com o novo repertório.

A Billboard Brasil encontrou Dulce num hotel em São Paulo, onde montou seu QG para atender fãs e imprensa durante a sua estadia no país. A cantora mexicana abriu sua turnê no Brasil no último domingo (02/04) no Rio de Janeiro e agora segue para Curitiba (05/04), Porto Alegre (07/04) e volta para São Paulo, de onde se despede do país, no próximo domingo (09/04).

Vi que vai passar muitos dias no Brasil. Tem tempo para lazer ou é só trabalho?

Nããããão, só trabalho. Às vezes tenho tempo para comer… não, não, para jantar [risos].

É sempre bom [ter tempo para comer].

[risos] É para trabalho mesmo, para fazer a turnê de divulgação.

E como conheceu Sofia, que vai participar dos shows em São Paulo e Curitiba?

Acho que as redes sociais e o mundo digital são uma janela muito grande agora que os jovens fazem muitas coisas, tem os youtubers e tal. E acho importante convida-la, porque ela tem o seu público também, de uma nova geração.

Consegue perceber se seu público está ficando mais adulto ou se há uma renovação grande, com mais jovens?

Ah, tem uma renovação sim, mas há os que me seguiam antes e agora tem filhos ou irmãos mais novos. Então esses novos me ouvem também. Minha música tem mensagens positivas, né, pop/rock, então é para todas as idades.

Seu novo álbum, DM, tem muitos elementos eletrônicos. Isso é para atrair um público mais adulto ou não há esse objetivo?

Olha, são dois produtores diferentes com quem eu não tinha trabalhado antes, Ettore Grenci e Andres Saavedra. Ettore é mais pop/rock, com mais guitarra e mais bateria. Saavedra trouxe mais coisas eletrônicas, menos tradicionais. Queria fazer coisas diferentes… então tem música com banjo, por exemplo. Dentro do que se podia, fizemos coisas bem diferentes… ele vive nos Estados Unidos, queria algo mais tradicional.

E o que você tem ouvido hoje, que te influencia?

Ah, eu gosto de Ed Sheeran, Christina Perri, Mumford & Sons, Taylor Swift, algumas músicas de Demi Lovato, Adele, Imagine Dragons… e muitos mais.

E você já se encontrou com artistas brasileiros, como Wesley Safadão, Tati Zaqui… podemos esperar algum trabalho em conjunto?

Nossa, foi uma coincidência. Fui até uma rádio [Transamérica] e ele estava lá. Seria muito bom sim, sei que ele é muito famoso e muito bom. Não o conhecia. E a Tati Zaqui é muito linda, também não a conhecia. Gosto de funk!

Quando anunciamos a participação da Sofia nos seus shows, muitos fãs disseram muitos outros nomes como Luan Santana, Ivete Sangalo… pensa em se juntar a esses ou outros artistas também?

Faz uns dois anos que não venho ao Brasil, então não estou tão atualizada… estou me atualizando agora em música brasileira [risos]. Na época, eu gostava muito de Paula Fernandes. Agora, eu sei que Luan é muito querido no Brasil, Ivete, Anitta também. Seria muito bom. Mas essas colaborações geralmente são feitas via gravadora. Então, vamos esperar… quem sabe?

E voltando ao disco, o que você mais gostou nele? O que mais te fez se sentir realizada?

Ele soa diferente dos álbuns passados. Gosto de escutar, não me canso, sabe? Os tons estão ótimos, não está tão agudo, estão mais baixos. As canções são menos teen e eu gosto assim, as letras são boas, me divertem.

E como foi colocar esse disco à prova no começo da turnê, no México?

Foi muito emocionante e fiquei muito nervosa, todo o show é novo e me envolvi mesmo. Visual novo, atualizamos as músicas mais antigas com a nova banda, eu mesma fiz o setlist… e tudo isso é bastante complicado. As pessoas reagiram de uma forma muito bonita e ter começado pelo meu país foi especial. Agora, no Brasil, que é minha segunda casa, faço quatro shows.

A estrutura do show veio completa, tem as coreografias e tudo mais?

Na verdade eu nem gosto muito de dançar [risos]. Mas acabo fazendo as coreografias. E tem os bailarinos, que são bonitinhos e os fãs gostam [risos].

Apesar dos detalhes eletrônicos do disco, seu último single, “Rompecorazones”, é uma balada. Prefere as baladas?

Hum… não é que eu prefira. São as canções que pedem, sabe? Quando fazemos uma canção, a escrevemos, não pensamos: “Ah, vai ser uma balada”. Mas a letra nos levou a fazer uma power ballad. Porque a letra tem uma força apesar de ser uma balada… as baladas valorizam mais a letra, geralmente. Mas “Cicatrizes” tem uma letra belíssima e não é uma balada, entende? Aí depende de uma série de coisas, dos produtores etc.

Fonte: Billboard Brasil

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